domingo, 7 de junho de 2009



Olá, meus queridos,
Aqui vão as fotos que o Carlos Lopes me enviou para colocar no blog. 
Fica a saudade e a vontade de revê-los em breve!
Beijos,
Heitor

terça-feira, 2 de junho de 2009

REUNIÃO DE 6 DE JUNHO

Olhinhos queridos,

Neste sábado teremos nossa última reunião do semestre e propusemos fazer um café da manhã coletivo para comemorarmos! Peço a todos, então, que tragam seus comes e bebes para confraternizarmos, ok?

Além disso, sei que ficamos com uma reunião a menos e a Elaine tinha proposto mais um dia de encontro. Ao invés disso, porém, proponho que estendamos a reunião deste sábado até um tiquinho mais tarde, ok?
Ficamos juntos até umas 14hs e tentaremos:
- rever e reescrever coletivamente nosso roteiro, deixando-o pronto para as filmagens do próximo semestre (ALINE FEZ DUAS ÓTIMAS POSTAGENS AQUI NO BLOG PARA REPENSARMOS NOSSAS IDÉIAS; ENTREM, LEIAM, DISCUTAM E FALAREMOS SOBRE ISSO SÁBADO, OK?) (JÚ QUERIDA, DÊ UMA OLHADA NO ROTEIRO QUE CRIAMOS LÁ NO BLOG E VEJA SE OS PASSOS ESTÃO CERTINHOS, DE ACORDO COM SUA AULA, OK?)
- desenhar direitinho nosso history-board no "baralho", para visualisarmos as cenas (FOLHAS DE SULFITE OU CARTOLINA SÃO BEM-VINDAS, PESSOAL!)- levar e fotografar nossos personagens, figurinos, cenários e etc, tentando criar um ensaio de idéias para as filmagens (GENTE, LEVEM BONECOS DE MASSINHA, DEDOCHES, BRINQUEDOS E O QUE MAIS ACHAREM QUE D[Á PRÁ USARMOS - SEM PENSANDO EM MATERIAS DE FÁCIL ACESSO, OK?) (HEITOR QUERIDO, PODEMOS CONTAR COM SUA CÂMERA?)
- continuar a filmar nosso making-off (CARLOS, ESSA É COM VOCÊ, CERTO?)

Caso não consigamos dar conta de tudo, pensamos em uma reunião a mais ainda em junho, ok?
E tentem não faltar, porque vai ser uma reunião d-a-q-u-e-l-a-s!!!

Beijos a todos e nos vemos neste sábado às 9hs na Cantina,Gabi

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sobre o mito, a lenda, os símbolos

Oi gente.

Desculpe bombardear vocês. É só mais este. Eu fiquei pensando sobre o uso das simbologias dos personagens lendários fantásticos - cuca, bicho papão. Em verdade, depois das pesquisas, conclui que quaisquer um destes têm como significado essencial 'o mal', 'o desconhecido', 'a ignorância', 'os fantasmas que nos perseguem', 'o velho e feio' - tudo que dá medo, adequando-se a figura em cada cultura. E fiquei pensando, como sugeriu nossa mestra Gisele, sobre o significado, o sentido destas simbologias, destes mitos, sejam eles "relidos na modernidade" ou não. Fui pesquisar algo sobre os mitos e me deparei com a obra do J.Campbell, O poder do mito (veja trecho abaixo).

Em verdade, nunca havia tido motivação de ler, mas pensei que seria o momento. E encontrei a seguinte passagem que me pareceu bastante esclarecedora. A questão que fica é: se os mitos educam, se os símbolos são usados para transcendência, para que as pessoas reflitam sobre sua própria existência - como no vídeo da Matinta Perera do RJ (em que há uma transformação) - que significado daremos a estes símbolos? Quero dizer, a Cuca e o Bicho Papão habitam a memória coletiva, o que podemos aproveitar destas duas figuras para a nossa história? porque se a "lição" vai estar relacionada à questão "beleza", 'ser você mesmo também é bom', talvez os personagens não precisem ser estes. Não sei, é uma reflexão que coloco 'na roda'.
beijos...

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MOYERS: Através da leitura de seus livros – The Masks of God e The Hero with a
Thousand Faces – vim a compreender que aquilo que os seres humanos têm em comum se
revela nos mitos. Mitos são histórias de nossa busca da verdade, de sentido, de significação, através dos tempos. Todos nós precisamos contar nossa história, compreender nossa história. Todos nós precisamos compreender a morte e enfrentar a morte, e todos nós precisamos de ajuda em nossa passagem do nascimento à vida e depois à morte. Precisamos que a vida tenha significação, precisamos tocar o eterno, compreender o misterioso, descobrir o que somos.

CAMPBELL: Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que
seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior de nosso ser e de nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos. É disso que se trata, afinal, e é o que essas pistas nos ajudam a procurar, dentro de nós mesmos.
MOYERS: Mitos são pistas?
CAMPBELL: Mitos são pistas para as potencialidades espirituais da vida humana.
MOYERS: Aquilo que somos capazes de conhecer e experimentar interiormente?
CAMPBELL: Sim.
MOYERS: Você mudou a definição de mito, de busca de sentido para experiência de
sentido.
CAMPBELL: Experiência de vida. A mente se ocupa do sentido. Qual é o sentido de uma
flor? Há uma história zen sobre um sermão do Buda, em que este simplesmente colheu uma
flor. Houve apenas um homem que demonstrou, pelo olhar, ter compreendido o que o Buda
pretendera mostrar. Pois bem, o próprio Buda é chamado “aquele que assim chegou”. Não
faz sentido. Qual é o sentido do universo? Qual é o sentido de uma pulga? Está exatamente ali. É isso. E o seu próprio sentido é que você está aí. Estamos tão empenhados em realizar determinados feitos, com o propósito de atingir objetivos de um outro valor, que nos esquecemos de que o valor genuíno, o prodígio de estar vivo, é o que de fato conta.
MOYERS: Como chegar a essa experiência?
CAMPBELL: Lendo mitos. Eles ensinam que você pode se voltar para dentro, e você
começa a captar a mensagem dos símbolos. Leia mitos de outros povos, não os da sua
própria religião, porque você tenderá a interpretar sua própria religião em termos de fatos – mas lendo os mitos alheios você começa a captar a mensagem. O mito o ajuda a colocar sua mente em contato com essa experiência de estar vivo. Ele lhe diz o que a experiência é.
Casamento, por exemplo. O que é o casamento? O mito lhe dirá o que é o casamento. E a
reunião da díade separada. Originariamente, vocês eram um. Vocês agora são dois, no
mundo, mas o casamento não é senão o reconhecimento da identidade espiritual. É
diferente de um caso de amor, não tem nada a ver com isso. É outro plano mitológico deexperiência. Quando pessoas se casam porque pensam que se trata de um caso amoroso
duradouro, divorciam se logo, porque todos os casos de amor terminam em decepção. Mas
o matrimônio é o reconhecimento de uma identidade espiritual. Se levamos uma vida
adequada, se a nossa mente manifesta as qualidades certas em relação à pessoa do sexo
oposto, encontramos nossa contraparte masculina ou feminina adequada. Mas se nos
deixarmos distrair por certos interesses sensuais, iremos desposar a pessoa errada.
Desposando a pessoa certa, reconstruímos a imagem do Deus encarnado, e isso é que é o
casamento.
Olheirusss
Vejam..olhem.... rs que interessante o que encontrei - Fiz a associação: cuca-dragão e segui na pequisa... e tem uma relação com a água. Ainda que não utilizemos aquela ideia, achei legal sabermos que em certa proporção existe um link entre a cuca e o fazer-chover (o controle da água) - embora na história não era ela que controlava.

O dragão como regente do tempo e da água
Os dragões chineses são fortemente associados com água na opinião popular. Acreditam serem regentes das águas, tais como cachoeiras, rios, ou mares. Podem aparecer enquanto a água jorra (tornado ou furação d'água). Esta habilidade como regente da água e do tempo, o dragão é mais semelhante ao homem na forma, descrito frequentemente como humanóide, vestido em traje de rei, mas com uma cabeça do dragão que usa ornato da realeza na cabeça.

Há quatro principais reis dragões, representando cada um dos quatro mares: o mar do leste (que correspondem ao mar de China do leste), o mar sul (que correspondem ao mar de China sul), o mar ocidental (visto às vezes como o Oceano Índico e além), e o mar norte (visto às vezes como o lago Baikal).

Por causa desta associação, são vistos como "em cargo" de fenômeno aquáticos relacionas ao tempo. Em épocas remotas, muitas vilas chinesas (especialmente aquelas perto dos rios e dos mares) tiveram os templos dedicados a seu "rei dragão" local. Nas épocas de seca ou de enchentes, era comum que o nobres e oficiais locais do governo conduzissem à comunidade oferecendo em sacrifícios e em conduzissem outros ritos religiosos satisfazendo o dragão, para pedir chuva ou uma cessação dela.

O rei de Wu-Yue em cinco dinastias e dez reinos no período foi frequentemente conhecido como "rei dragão" ou do "o rei do dragão dos mares" por causa de suas obras hidráulicas que "domesticaram" os mares.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Drag%C3%A3o_chin%C3%AAs

Beijos.

Aline