quinta-feira, 24 de junho de 2010

Encontro do dia 16/06/2010

No dia 16 de junho de 2010, a Renata falou sobre o trabalho que está realizando, com relação à produção de imagem, na escola municipal de ensino fundamental na qual atua. Ela relatou sobre sua experiência com a filmagem no contexto escolar, falou sobre as diferentes abordagens dadas à imagem ao longo dessa trajetória e trouxe algumas produções (de professores e alunos) realizadas até então.

Foram destacados dois momentos distintos de produção de vídeo na escola desde 2005:

Num primeiro momento, a câmera foi utilizada como ferramenta para o registro “documental” de reuniões e eventos realizados na escola. Durante esse período, projetos para se pensar a gestão participativa passaram a incluir a filmagem de atividades desenvolvidas pelos professores (e sua posterior visualização) como estratégia para a auto-avaliação do trabalho docente. Sendo assim, a captura em vídeo do cotidiano escolar tinha como objetivo o olhar para a atuação do professor (antes, durante e depois da filmagem).

Produzidos neste momento apenas por professores, os registros audiovisuais eram utilizados nas reuniões pedagógicas para fomentar discussões e proporcionar reflexões sobre o trabalho realizado na escola. A Renata conta que muitas vezes ao assistirem as filmagens, não só os professores que produziam os vídeos, mas sobretudo aqueles que apareciam neles, acabavam percebendo situações (na tela) que não haviam sido notadas no momento em que vivenciavam determinado fato ... ou assistiam compreendendo-o de outra maneira.

Carlos Lopes, ao pensar na experiência de filmar um evento – como também se faz num ensaio ou apresentação de teatro – aponta para uma questão interessante: Por que tem coisas que a gente só percebe no registro em vídeo?

E conversando sobre essa questão, o Gustavo comentou sobre o foco, sobre o olhar “enquadrado” e a perspectiva da câmera que nos traz esse outro olhar. Foi lembrado o documentário “Janelas da alma” e a entrevista com o Wim Wenders, em que ele fala sobre a perspectiva dada pelo enquadramento dos seus óculos.. (achei o trecho no You tube!)

http://www.youtube.com/watch?v=WC0SfoOCSf0&feature=related

O segundo momento do trabalho com a produção de vídeo na escola é marcado pela necessidade de melhoria da qualidade das imagens filmadas. A preocupação com a imagem produzida, que anteriormente tinha como prioridade a “captura” do fato, isto é, o registro de um evento, volta-se agora para a percepção e para a composição estética. Quais os sentidos (os olhares) das imagens produzidas/enquadradas pela câmera da escola? O que ela vê e como vê?

Além do trabalho com os professores, a Renata contou sobre sua experiência com a composição das imagens produzidas na escola (registro de eventos) feitos por ela, da transformação do olhar (que ficou mais atento).

Sobre as experiências de produção com as crianças (o minuto Lumiére), Renata descreveu como está sendo o trabalho com os alunos do sétimo ano, falou sobre a metodologia usada e comentou sobre o envolvimento de outros professores da escola no projeto (que está contando com a ajuda do Prof. Carlos). Vimos alguns vídeos realizados pelos alunos, entre eles o da Júlia (vídeo da cozinha da escola – cozinheira lavando uma panela).

A Julyana levantou questões sobre a relação das crianças com a câmera durante a produção (quando filmam e quando assistem o que filmaram) e o que mudou no comportamento das crianças (já que foi mencionado que o trabalho é feito com crianças com dificuldades de aprendizado). Perguntou também sobre quando e como serão abordados alguns aspectos técnicos, como a luz e as cores.

Conversamos sobre como é trabalhada a noção de enquadramento (ficha recortada – experiência que está sendo realizada também na escola da Dilma) e de ângulo na imagem (Renata relata sobre o cuidado da aluna Júlia ao escolher o enquadramento na cozinha da escola).

sábado, 19 de junho de 2010

Para olhar/ouvir e.... baixar

TV Câmara coloca 170 produções audiovisuais para serem baixadas em seu site

18/06/2010

A TV Câmara colocou em seu site , em alta resolução, 170 produções originais. São documentários, séries de reportagens, programas informativos e matérias jornalísticas cuja principal finalidade é o uso como material audiovisual de apoio na sala de aula e em reuniões temáticas.

É um acervo variado, com séries sobre os 20 anos da Constituição de 1988, personalidades como Delfim Netto, Ferreira Gullar e o genral Leônidas Pires Gonçalves e Jacob Gorender contando suas memórias politicas, programas sobre agricultura familiar, reaproveitamento de resíduos, história dos índios do Brasil. Entre as produções disponíveis está, por exemplo, um documentário sobre Sônia Maria, que montou uma cooperativa de catadores de papel na periferia de Brasília, ajudando diversas famílias da região a sair de uma situação de extrema carência. O filme ganhou como melhor documentário no Prêmio Vladimir Herzog 2005.

Há, no entanto restrições ao uso dos programas. Não podem ser usados com fins comerciais. Pode-se usar trechos das obras em outras produções, mas é vedada a recontextualização de imagens e/ou sons para novas montagens. E é obrigatória a citação do título e autor da obra.

Os vídeos podem ser copiados e armazenados em qualquer computador ou pen-drive. Estão codificados em um formato que permite a reprodução em qualquer programa de execução de mídia como VLC, QuickTime Player, Windows Media Player, Media Player Classic, Real Video

Festival Cinema

Inscrições abertas para o Visões Periféricas 2010


15/06/2010 - Estão abertas, até o dia 30 de junho, as inscrições para o Festival Visões Periféricas 2010. Este ano, o festival, que chega a sua 4ª edição, realiza quatro mostras competitivas (Visorama, Fronteiras Imaginárias, Tamonjuntoemisturado e Imagens Remix) e ainda duas mostras temáticas (Cinema da Gema e Periferia Animada). Para as competitivas, serão distribuídos R$ 16 mil em prêmios. As mostras serão exibidas em salas de cinema e também na internet. O festival também segue com a mostra internacional Ibero-americana, que irá reunir filmes realizados em contexto de formação em audiovisual em escolas, cursos e oficinas localizados nos países dessa região.

Os interessados em se inscrever devem ler atentamente o regulamento e escolher a opção de mostra em que melhor se encaixa a sua obra. O Festival Visões Periféricas 2010 será realizado no mês de outubro com data e local a serem divulgados em breve pela Organização do evento. O patrocínio é da Oi e da Petrobras.


Mais informaçõs: www.visoesperifericas.org.br