segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O ROTEIRO: ÚLTIMA IDÉIA

Gentteemmm,

Muitas já foram nossas idéias coletivas sobre o roteiro a ser seguido para a produção de nosso curta-metragem de animação pela técnica de stop-motion com massinha. Para os que agora chegam, é só dar uma olhada no histórico de postagens aqui do Blog prá ver como estamos trabalhando com afinco sobre a idéia!
Pensando sobre nossa última idéia - que envolvia a Cuca e o Traqui numa festa de aniversário - e pesquisando mais sobre nossa personagem principal, descobri que a Cuca dorme apenas uma vez a cada 7 anos e que, por ser absolutamente insone, percorre as ruas em busca de crianças que se recusam a dormir e traquinam pelas madrugadas.
Como a idéia anterior estava bem grandinha e difícil de colocar em prática, pensei numa adaptação mais singela... Esta é nossa última idéia:

GEIE apresenta
NOME com rabicho embaixo

Rabicho de traqui balançando
Abre imagem, Traqui dormindo no chão, com gorrinho e sorrisinho na boca
Urro (áudio)
Traqui leva susto

Abre imagem, Cuca na cama em cima de Traqui, de pijama de bolinhas, brava
Traqui se ajeita, Cuca vira de lado, Traqui fecha olhos e sorri,
Cuca não consegue dormir, bufa, Traqui acorda de novo com cara de irritação, Cuca troca lado da cama, Traqui suspira sorrindo, mas Cuca bate os pés na cama e ele de novo acorda

Cuca levanta, câmera abre e mostra Cuca andando pela caverna, Traqui com travesseiro na cabeça.
Cuca olha pra trás onde está o relógio com indicação da noite de sono
Close no relógio: Próxima noite de sono: HOJE
Cuca olha de novo para frente, com cara de raiva. Tira pijama e caminha para fora da caverna. Sai.

Traqui tira travesseiro da cabeça, abre um olho, depois os dois. Procura ao redor, não vê Cuca e faz cara de assustado. Sai da caverna procurando Cuca.
Câmera segue Traqui por trás até que ele pare, em sobressalto.
Mostra-se rosto de Traqui, apavorado.

Câmera corta para Cuca em cima do telhado, entrando em uma casa pela janela.
Câmera volta para Traqui, que entra na casa pela porta, devagarinho pra não ser ouvido. Ambiente escuro, noite. Ouve risinhos, alguém cantarolando, brincando de boneca. Sobe uma escada. Quando chega perto da porta entreaberta, ouve um grito iniciado, mas parado por um “psiuuuu” e silêncio. Traqui leva as mãos à cabeça, apavorado, e sai correndo para fora da casa.

Traqui procurando Cuca, olhando ao redor, com cara de assustado. Não acha, cansa, ofegante. Arreia os ombros, desanimado. Chega na entrada da caverna da Cuca e, ao entrar, faz cara de espanto.

Câmera corta para cama da Cuca. Cuca deitada, de pijama, com dedo na boca e sorridinho. Menina sentada no chão, ao lado de Cuca, cantando canção de Ninar e fazendo cafuné.

Câmera volta para Traqui, que está mexendo no relógio. Acerta o relógio: próxima noite de sono: Daqui há 7 anos!
Dá uma piscadinha para a câmera.

Créditos por cima da imagem, que ao fundo continua mostrando a cena com Traqui caminhando até a menina, colocando seu gorrinho, se aninhando em suas pernas e dormindo com sorrisinho.

Ao acabar a cena, créditos continuam ao lado de nossos desenhos.

Como combinamos, peço que olhem com carinho para esta última idéia e a lapidem através de comentários nesta postagem. Levaremos isso conosco para o nosso próximo encontro, em 19/09, para transforma-lo em roteiro e desenharmos a story-board - Jú Troya, seria ótimo poder contar com vc nessa!

Ah! E cvomo nosso objetivo principal não é formar produtores de vídeo, mas pensar sobre esta produção no que tange à educação visual, a filmagem do makkig-off de nossa produção é fundamental. Carlos Lopes, esperamos também poder contar com vc!

Mais beijos a todos e em todos e esperamos seus pitacos!



COMEÇANDO PARA TERMINAR...

Olá olhinhos olhantes com olheiras,

No sábado, 29/08, tivemos a primeira reunião deste semestre e decidimos o calendário de encontros e nossas atividades:

- 19/09: escrita da idéia do vídeo em forma de roteiro e desenho de story-boards;
- 03/10: montagem de cenários e personagens;
- 24/10 (DIA TODO): stop-motion;
- 31/10 (DIA TODO): stop-motion;
- 21/11 (até 14hs): finalização do vídeo (com ensino de edição e montagem)+ entrega dos textos + café da manhã de fechamento.

Combinamos que escreveremos um texto individual de fechamento de nosso trabalho com o vídeo e entregaremos no fim do semestre, como trabalho final. Deixarei bibliografia básica no xerox da FE, ok?

A idéia geral para nosso vídeo de animação foi um pouco alterada, na tentativa de darmos conta de realemnte produzi-lo... Postarei a idéia geral, para lapidarmos juntos até 19/09 por aqui, como combinamos.

Beijos a todos e em todos e s´imbora trabaiá!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Video

Aqui está o vídeo para nos inspirar.
abraços,
Heitor

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

VOLTANDO....

Queridos olhinhos olhantes com olheiras,

Como passaram de férias? Espero que bem! Quem esteve bisoiando o COLE percebeu que para Heitor e eu férias só foram possíveis graças à gripe porquina que atrasou nossos calendários até hoje... rsrs
Agora, já de volta à labuta, escrevo para marcarmos nossa primeira reunião do semestre, a acontecer em 29/08, como de praxe: às 9:00hs na Cantina da FE.
Neste primeiro encontro, finalizaremos nosso roteiro, marcaremos as reuniões do semestre para a produção de nosso filminho (e de nosso making-off) e planejaremos como iremos apresentar nossa produção ao público.
Espero, pois, que todos estejam lá!
Beijo grande a todos e nos vemos dia 29!

domingo, 7 de junho de 2009



Olá, meus queridos,
Aqui vão as fotos que o Carlos Lopes me enviou para colocar no blog. 
Fica a saudade e a vontade de revê-los em breve!
Beijos,
Heitor

terça-feira, 2 de junho de 2009

REUNIÃO DE 6 DE JUNHO

Olhinhos queridos,

Neste sábado teremos nossa última reunião do semestre e propusemos fazer um café da manhã coletivo para comemorarmos! Peço a todos, então, que tragam seus comes e bebes para confraternizarmos, ok?

Além disso, sei que ficamos com uma reunião a menos e a Elaine tinha proposto mais um dia de encontro. Ao invés disso, porém, proponho que estendamos a reunião deste sábado até um tiquinho mais tarde, ok?
Ficamos juntos até umas 14hs e tentaremos:
- rever e reescrever coletivamente nosso roteiro, deixando-o pronto para as filmagens do próximo semestre (ALINE FEZ DUAS ÓTIMAS POSTAGENS AQUI NO BLOG PARA REPENSARMOS NOSSAS IDÉIAS; ENTREM, LEIAM, DISCUTAM E FALAREMOS SOBRE ISSO SÁBADO, OK?) (JÚ QUERIDA, DÊ UMA OLHADA NO ROTEIRO QUE CRIAMOS LÁ NO BLOG E VEJA SE OS PASSOS ESTÃO CERTINHOS, DE ACORDO COM SUA AULA, OK?)
- desenhar direitinho nosso history-board no "baralho", para visualisarmos as cenas (FOLHAS DE SULFITE OU CARTOLINA SÃO BEM-VINDAS, PESSOAL!)- levar e fotografar nossos personagens, figurinos, cenários e etc, tentando criar um ensaio de idéias para as filmagens (GENTE, LEVEM BONECOS DE MASSINHA, DEDOCHES, BRINQUEDOS E O QUE MAIS ACHAREM QUE D[Á PRÁ USARMOS - SEM PENSANDO EM MATERIAS DE FÁCIL ACESSO, OK?) (HEITOR QUERIDO, PODEMOS CONTAR COM SUA CÂMERA?)
- continuar a filmar nosso making-off (CARLOS, ESSA É COM VOCÊ, CERTO?)

Caso não consigamos dar conta de tudo, pensamos em uma reunião a mais ainda em junho, ok?
E tentem não faltar, porque vai ser uma reunião d-a-q-u-e-l-a-s!!!

Beijos a todos e nos vemos neste sábado às 9hs na Cantina,Gabi

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sobre o mito, a lenda, os símbolos

Oi gente.

Desculpe bombardear vocês. É só mais este. Eu fiquei pensando sobre o uso das simbologias dos personagens lendários fantásticos - cuca, bicho papão. Em verdade, depois das pesquisas, conclui que quaisquer um destes têm como significado essencial 'o mal', 'o desconhecido', 'a ignorância', 'os fantasmas que nos perseguem', 'o velho e feio' - tudo que dá medo, adequando-se a figura em cada cultura. E fiquei pensando, como sugeriu nossa mestra Gisele, sobre o significado, o sentido destas simbologias, destes mitos, sejam eles "relidos na modernidade" ou não. Fui pesquisar algo sobre os mitos e me deparei com a obra do J.Campbell, O poder do mito (veja trecho abaixo).

Em verdade, nunca havia tido motivação de ler, mas pensei que seria o momento. E encontrei a seguinte passagem que me pareceu bastante esclarecedora. A questão que fica é: se os mitos educam, se os símbolos são usados para transcendência, para que as pessoas reflitam sobre sua própria existência - como no vídeo da Matinta Perera do RJ (em que há uma transformação) - que significado daremos a estes símbolos? Quero dizer, a Cuca e o Bicho Papão habitam a memória coletiva, o que podemos aproveitar destas duas figuras para a nossa história? porque se a "lição" vai estar relacionada à questão "beleza", 'ser você mesmo também é bom', talvez os personagens não precisem ser estes. Não sei, é uma reflexão que coloco 'na roda'.
beijos...

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MOYERS: Através da leitura de seus livros – The Masks of God e The Hero with a
Thousand Faces – vim a compreender que aquilo que os seres humanos têm em comum se
revela nos mitos. Mitos são histórias de nossa busca da verdade, de sentido, de significação, através dos tempos. Todos nós precisamos contar nossa história, compreender nossa história. Todos nós precisamos compreender a morte e enfrentar a morte, e todos nós precisamos de ajuda em nossa passagem do nascimento à vida e depois à morte. Precisamos que a vida tenha significação, precisamos tocar o eterno, compreender o misterioso, descobrir o que somos.

CAMPBELL: Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que
seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior de nosso ser e de nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos. É disso que se trata, afinal, e é o que essas pistas nos ajudam a procurar, dentro de nós mesmos.
MOYERS: Mitos são pistas?
CAMPBELL: Mitos são pistas para as potencialidades espirituais da vida humana.
MOYERS: Aquilo que somos capazes de conhecer e experimentar interiormente?
CAMPBELL: Sim.
MOYERS: Você mudou a definição de mito, de busca de sentido para experiência de
sentido.
CAMPBELL: Experiência de vida. A mente se ocupa do sentido. Qual é o sentido de uma
flor? Há uma história zen sobre um sermão do Buda, em que este simplesmente colheu uma
flor. Houve apenas um homem que demonstrou, pelo olhar, ter compreendido o que o Buda
pretendera mostrar. Pois bem, o próprio Buda é chamado “aquele que assim chegou”. Não
faz sentido. Qual é o sentido do universo? Qual é o sentido de uma pulga? Está exatamente ali. É isso. E o seu próprio sentido é que você está aí. Estamos tão empenhados em realizar determinados feitos, com o propósito de atingir objetivos de um outro valor, que nos esquecemos de que o valor genuíno, o prodígio de estar vivo, é o que de fato conta.
MOYERS: Como chegar a essa experiência?
CAMPBELL: Lendo mitos. Eles ensinam que você pode se voltar para dentro, e você
começa a captar a mensagem dos símbolos. Leia mitos de outros povos, não os da sua
própria religião, porque você tenderá a interpretar sua própria religião em termos de fatos – mas lendo os mitos alheios você começa a captar a mensagem. O mito o ajuda a colocar sua mente em contato com essa experiência de estar vivo. Ele lhe diz o que a experiência é.
Casamento, por exemplo. O que é o casamento? O mito lhe dirá o que é o casamento. E a
reunião da díade separada. Originariamente, vocês eram um. Vocês agora são dois, no
mundo, mas o casamento não é senão o reconhecimento da identidade espiritual. É
diferente de um caso de amor, não tem nada a ver com isso. É outro plano mitológico deexperiência. Quando pessoas se casam porque pensam que se trata de um caso amoroso
duradouro, divorciam se logo, porque todos os casos de amor terminam em decepção. Mas
o matrimônio é o reconhecimento de uma identidade espiritual. Se levamos uma vida
adequada, se a nossa mente manifesta as qualidades certas em relação à pessoa do sexo
oposto, encontramos nossa contraparte masculina ou feminina adequada. Mas se nos
deixarmos distrair por certos interesses sensuais, iremos desposar a pessoa errada.
Desposando a pessoa certa, reconstruímos a imagem do Deus encarnado, e isso é que é o
casamento.