Li na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos n.220 um artigo do Alberto Filipe Araújo sobre
"História Cultural e História das Ideias Educativas: reflexões e desafios" e lembrei das discussões sobre Bakhtin...
Um dos trechos que me fez lembrar foi
"...somos daqueles que pensam que António Nóvoa foi mais longe ao defender que as imagens percebidas se convertem em símbolos de grande importância no quadro do espaço-tempo escolar, além de destacar a importância do par "relembrando-imaginando" nos escritos
históricos sobre a educação e por ter também afirmado que as imagens não podem continuar a ser uma espécie de "terra incognita do nosso trabalho intelectual" (Nóvoa, 2000, p. 21-52, 2001, p. 45- 66; Cohen, 1999, p. 125-156; Kelley, 1996, p. 46; Burke, 2005, p. 84-86 e 163; Tenorth, 2001, p. 67-82; Olábarri, 1996)"
Resumo
Tenta, num primeiro momento, compreender as questões e os desafios que a "nova" História Cultural coloca a quem pretende investigar no campo da História das Ideias Educativas. Num segundo momento, interroga-se se a História das Ideias Educativas e as figuras do imaginário
educacional, que também a constitui, assume um desafio à "nova" História Cultural. Do cruzamento dos dois momentos, o autor conclui da impossibilidade de se fazer uma História das Ideias Educativas sem ter em conta os novos olhares sobre a História Cultural, nomeadamente a sua perspectiva hermenêutica e a ênfase atribuída ao lugar das imagens (grifo meu), assim como defende a necessidade da "nova" História Cultural ter em conta as figuras do imaginário educacional: mitos, temas míticos, heróis e divindades mitológicas, presentes nas ideias educativas.
Palavras-chave: história cultural; história das ideias educativas; ideias educativas; imaginário educacional
http://www.publicacoes.inep.gov.br/detalhes.asp?pub=4327
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Um comentário:
Que achado esse, hein Estevon?! Obrigada!
Sobre a História Cultural e suas relações com a leitura de imagens, temos - além do Bakhtin - o Roger Chartier.
Prá quem se interessar:
CHARTIER, Roger. A nova história cultural: entre práticas e representações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990.
Quem sabe damos conta de ler uns trechinhos no Grupo, né?!
Beijos e nos vemos sábado!
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