domingo, 26 de outubro de 2008

Vídeos em contexto escolar

Olá pessoALL...

Aqui vão os vídeos apresentados (na ordem) durante nosso último encontro.




8 comentários:

Gabi Rigotti disse...

Olá Heitor querido,

Acredito que esta tenha sido mais uma produtiva e enriquecedora reunião para nós.
Os vídeos produzidos em contexto escolar nos deram a oportunidade de pensar em como realizar a feitura de imagens com nossos alunos e, mais uma vez, pudemos pensar nos acertos e dificuldades que vivenciamos no processo de captação e edição das imagens e, sobretudo, nos objetivos que nos levam a trabalhar com isso.
Saber que ainda há diretores de escola que, mesmo com espaço e verba, não acreditam no trabalho com o audiovisual me entristece. Mas, ao mesmo tempo, fico radiante em saber que seu trabalho foi tomado pela escola como âncora para a vontade dos alunos em permanecer estudando lá! Seria incoerente se não fosse envaidecedor, né?!
Além disso, esta ponte que você faz entre leitura e produção de texto e a feitura de vídeos é tão rica que fica evidente a vontade e a passionalidade dos alunos nestas produções, o que me deixa imensamente feliz!
Moral da história: o discurso da escola pode ser desanimador, mas os espaços para nosso trabalho estão aí e precisam ser tomados. Porque, quando fazemos isso, podemos perceber na prática que nossos objetivos são legítimos e podem, sim, ser alcançados!
Obrigada pela apresentação e pela postagem e seguimos proseando!
Beijo grande,

Gabi

Elaine Andrade disse...

Apreciei muito os vídeos e as discussões deste sábado. Como professora me deparo diariamente com as dificuldades relatadas. Todavia, a incompreensão e o descaso dos nossos gestores, em relação ao nosso trabalho, é triste. Porém, como foi dito, não pode ser desestimulante. O importante mesmo é estarmos sempre comprometidos com aquilo que acreditamos e buscando aprimorar o nosso trabalho de acordo com os nossos objetivos.
Parabéns querido Heitor e seguimos juntos nos apoiando.
Abraços
Elaine

Marcela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcela disse...

Gostaria de registrar que as reuniões de sábado têm me ajudado a vislumbrar algumas coisas, que certamente não correspondem ao que pode estar sendo esperado, se pensarmos em algo que vou chamar currículo do curso (a falta de qualquer tipo de avaliação formal me dá liberdade para isto!)

Na último encontro, por exemplo, dentre outras coisas, pude relacionar as páginas em branco do segundo filme com o tal macaco amarelo (de um comentário anterior do Heitor). Sei que parece uma confusão, mas faz algum sentido quando o encontro de tudo isto acontece dentro de mim.

Assim, e me desculpem a sinceridade, a feitura de vídeos se torna mero pretexto para o próximo encontro...Quem sabe se, com a ajuda dos curtas do outro Carlos (são tantos carlos...) juntamente com uma trégua do macaco amarelo, as páginas em branco deixem de simbolizar a angustia de uma porta errada.

Marcela disse...

ops... talvez o último post não se "sustente por si mesmo", e tenho aprendido que isto é importante...

Carlos (professor), estamos em processo de aprendizagem! Meu lado otimista acredita que o futuro nos reserva páginas que se sustentarão por si mesmas.
esperemos...

Elaine Andrade disse...

Marcela e demais colegas,
Talvez seu primeiro comentário não se sustente por si só para outras pessoas. Porém, dentro do contexto de nossas discussões, acredito que é sim auto-suficiente...
Quero aproveitar e deixar um grande abraço para o Carlos (engenheiro) pois, por motivo de força maior, não poderei estar participando da próxima reunião do grupo (08/10). Entretanto, com mais um semestre previsto, acredito que não faltará oportunidade de conhecer melhor suas produções.
Além disso, fica como sugestão agendarmos logo o tal encontro no bar que, por sua vez, está encantado rsrsrs.
Beijos
Elaine

Heitor Gribl disse...

Marcela e amigos queridos,
quando postei aquele comentário do macaco (que não sei bem a cor dele) e vendo agora que vc trouxe a reflexão para a página em branco, achei muito interessante...
Na poesia e na literatura, se lemos/escrevemos um "não", o que fica mais forte não é a negação, é o que acompanha o "não". Os significados mais fortes estão naquilo em que se deseja negar.
É o que se chama de discurso apofático.

E na imagem? onde está o apofático?
Uma página em branco também seria um "não"?
Um não-branco? uma não-imagem? Onde está, para você, o sentido mais forte? Qual é o contrário desse "não" da imagem em branco?

Aliás... a imagem não está em branco, e sim as páginas do livro. Dentro desse filme, o livro representa a vida sendo passada a cada página pela personagem. Eu acho que os intervalos significativos favorecidos pelo clima poético do filme foi o que fez vc associar o "não" ao "branco", achando que tinha entrado por uma "porta errada".

Os intervalos significativos podem às vezes funcionar como um discurso apofático...

Fique calma, estamos todos juntos, e de OLHO!
Beijo grande a todos!

Marcela disse...

e na imagem? onde está o apofático?
ah... grande pergunta, será que eu entendi?
Penso que está justamente na página em branco, por ser não-escrita.
Como o Heitor disse, dentro desse filme, o livro representa a vida sendo passada a cada página pela personagem. Assim sendo, onde a página está "não-branca" significa o passado, e as brancas significam o futuro, ainda por escrever. Dessa forma, faz todo o sentido a relação com o macaco amarelo, pois é ele quem impede ser bom escritor, não é? e as páginas, para mim este é o sentido mais forte, continuam em branco, a serem escritas...