segunda-feira, 30 de março de 2009

Reunião em 28/03

Olá Olheiros!

Nossa reunião do último sábado foi muito boa!
A Jú Troya, junto com o Heitor e o Carlos Lopes, nos ensinou as "manhas" da escrita de roteiros e exercitaremos isso no próximo sábado, 04/04. Depois de escrito, teremos a Oficina de Animação com o Heitor, para colocarmos nossos bonecos de massinha em ação e criarmos nosso primeiro curta de animação do OLHEIRAS!
Tudo isso, ainda, junto com a feitura de nosso making-off - chique, não? rsrs
E vocês, o que estão achando? Como estão pensando essa escrita de roteiros a partir de tudo o que já conversamos no grupo até hoje: será que as limitações técnicas de fato retiram de nós as escolhas subjetivas acerca da imagem, suas cores e padrões? na prática, a busca por objetivos, "morais da história", entrelinhas, interpretações e afins se perde? como será que o cinema de poesia do Pasolini, por exemplo, encara o dia-a-dia de filmagens...?
Ah! Jú, por favor coloque aqui para nós, como comentário desta postagem, os slides que nos mostrou spabado, ok?
Espero os comentários de vocês!
Beijos a todos e não esqueçam: nos vemos novamente no sábado que vem,

Gabi

Um comentário:

Gabi Rigotti disse...

Bom dia a todos,

Bom, primeiro peço desculpas porque não tive como ir à Unicamp na terça à noite.

De qualquer maneira, gostaria de dizer que este grupo já está gerando uma série de maquinações no meu cérebro.

Quanto às suas colocações, Gabi, vou arriscar fazer alguns comentários:
- Eu acredito sim que as limitações técnicas transparecem na produção do audiovisual e podem, inclusive, transparecer ao espectador como uma decisão intencional nossa (como produtores), mas não creio que perdemos a capacidade de escolher, apenas buscaremos formas mais simples de fazê-lo ou profissionais competentes para executá-lo (risos). No fim, a interpretação (expectativas e imaginação) será do espectador.
- Acredito que a técnica, neste caso, é tão importante quanto a ideologia e a moral que motivam a produção, também porque com a afirmação acima tenho que considerar que a técnica – e consequentemente a estética produzida – vão revelar as nossas intenções, mas que ‘o resultado’ será múltiplo, dada a diversidade do ‘público’.
- Quanto ao Pasolini, tenho pouquíssimo conhecimento e gostaria de esclarecimentos de vocês, colegas: pelo que me parece, ele quer estar em todas as etapas de produção do filme, para evitar, como a gente conversou no sábado passado, que outras pessoas responsáveis pela execução alterem sua ideia primeira?

Vejam que o que eu disse está fundamentado em algumas crenças e conclusões pessoais, como não participei das discussões teóricas do semestre passado, adoraria ler os comentários dos 'veteranos' de grupo.

beijos e uma ótima quarta-feira!

Aline