terça-feira, 1 de setembro de 2009

Olá a todos!
Pessoal, gostaria de por em discussão o último roteiro que nos foi apresentado. Confesso que fui pega de surpresa no sábado, e não consegui naquele momento encontrar uma forma adequada de expressar-me a todos. Logo o Carlos chegou, e não houve tempo para uma discussão.
Aquele silêncio absoluto no final da apresentação do roteiro pela Gabi ainda ecoa dentro de mim. O que me incomoda é a falta de discussão e tomada de decisão em grupo, o que excepcionalmente não aconteceu na última reunião.
Gostaria, a princípio, de saber a opnião dos demais. No mais, seria possível uma discussão, ainda que seja online?
Também solicito, ainda que por necessidade pessoal, a indicação de algum texto que discorra sobre a criação coletiva, o que significa conceitualmente, seus limiares e possibilidades reais. Alguém conhece algum?
fico no aguardo.
Marcela

4 comentários:

Anônimo disse...

Amigos do OLHO, olá!
Precisei faltar no ultimo encontro pois tbme estou dando aulas aos sabados, mas já me organizei e vou conseguir estar com vcs nos proximos.

Marcela, eu tenho um livro aqui bem antiguinho (mas que aproveito muito quando se fala de processos critativos) que se chama CRIATIVAMENTE - Marcelo Galvão - é uma obra simples e tem alguns pontos interessantes referentes à grupos.

Não sei o que ocorreu no utlimo encontro, mas já imagino pois deve ser bem parecido com o que acontece com meus alunos de Produção....

Então dando um pitaquinho, pensei em transmitir para vcs minhas experiências de sala de aula:

- Quando quero trabalhar com o aluno as noções da produção de um vídeo (idéia, desenvolvimento, sinopse/roteiro, produção, captação de imagem, edição e pós-produção) promovo atividades as quais cada um vai experimentar individualmente as fases do processo para que eles sintam "a linguagem" - o que é muito dificil, pois as pessoas tendem a achar que roteirizar é como escrever para literatura e que filmar é apenas apertar a tecla Rec (principalmente com o advento das pequenas mídias!!!).
- Quando vamos trabalhar o desenvolvimento de um projeto em grupo (querendo despertar a noção do trabalho em equipe que existe em uma Produção), selecionamos um tema, um genero e após feito isso vamos para as reuniões de pauta que num primeiro momento rola uma mega discussão sem fim. E para obter um fim, e tambem já prevendo a viabilidade das idéias, eu ou alguem com visão pratica de produção acabamos delimitando esse tema (isso não é nem um pouco democrático mas é necessário pois caso contrário, não chegamos a lugar nenhum). Após isso, seleciono grupos de funções para serem realizadas dentro da produção (pesquisadores, roteiristas, produtores, captadores de imagem e editores). Daí eu acompanho cada grupo em seu estagio de atuação e preparação, dando as diretrizes de uma produção real.
Dentro do curso tecnico, temos condição de realizar aproximadamente 4 projetos - nesse caso os grupos fazem uma rotatividade nas funções, assim todos passam por todas elas.

Uma situação real que encontramos nas produções são as eternas brigas entre roteiristas X produtores/diretores ou cinegrafistas X editores. Isso acontece pois são funções que se chocam em relação ao processo de criação de cada um, é bem complicado....

Dando um pitaco maior ainda, sabe que gostei muito daquele primeiro roteiro, o qual todos contribuíram com uma parte da historia, lembram? Ficou muito criativo! E se a idéia é experimentar a produção para enteder o processo, por que não deixemos a criação tomar conta e dentro dessas "oficinas" que vamos promover, partimos para a criação de cenarios com sucata, bonecos com massinha... desenvolvendo as sequencias roteirizadas por cada um sem o compromisso de produzir um curta-metragem, daí todos individualmente e juntos (na conclusão da historia) também podem experimentar todas as fases, uma vez que a idéia é conhecer para aprimorar a leitura das produções, não é?

Se toparem eu me comprometo em fazer um ediçãozona no final com todos os stop motions produzidos e geramos nosso portifólio de "produção acadêmica", que tal? Com certeza, dará uma bela historia!

Vamos pensar?!!!

Bjs
JU

Anônimo disse...

Olá Zolhudinhas e Zolhuduchos ,deixem-me contar um caso.

As fitas da novela Pantanal foram compradas pelo SBT da massa falida da Manchete e, após alguns anos, foram ao ar.
O Benedito Ruy Barbosa, irritado por não receber nada, entrou com uma ação para impedir a exibição.
Aprendi então, com o juiz conhecido meu que julgou o mérito da causa, que o reclamante isoladamente não poderia impedir a exibição da obra, " posto que não era seu autor".
A obra audio-visual pertencia à Manchete, depois ao SBT e ou às centenas de pessoas que a haviam feito, inclusive o Benedito.
Assim somente uma ação coletiva em relação à exibição poderia ser considerada.

Portanto, independente da contribuição de cada um, o audio-visual final é uma obra coletiva.
Quando faço vídeo enfrento discussões, por vezes muito acaloradas, mas todas as eventuais rugas não sobrevivem ao sorriso coletivo ao ver nossa obra pronta.

Abreijos

Carlos Lopes

Anônimo disse...

Olá "olheirinhas" queridas,
Estou achando interessante essa discussão da autoria do audiovisual , mas penso que deveríamos discutir também quais são os própositos do próprio grupo. Embora, eu considere bacana as propostas apresentadas, acredito que precisamos definir se realmente queremos como grupo desencanar de nossas idéias iniciais e partimos para a produção do novo roteiro proposto. Não sei, talvez até fosse possível realizar o novo roteiro inicialmente, sem desistir de uma produção futura do roteiro coletivo que construímos.
Enfim, continuo refletindo...
Beijocas
Elaine

Gabi Rigotti disse...

Olá olhinhos queridos,
Achei a discussão sobre o roteiro, suas discussões e "imposições", a questão da autoria coletiva e tudo o mais muito, muito interessante! Tudo são idéias para que, como grupo de estudos (e nao disciplina fechada), façamos de todos os direcionamentos, os apontamentos de atalhos, possíveis caminhos nossos, sempre!
Seguimos, pois, pensando e discordando!
Beijos e até sábado!