
Olá pessoALL...
Hoje fizemos uma retrospectiva das discussões anteriores realizadas neste semestre (pois estamos bem no meio dele!) e planejamos o que ainda poderemos fazer nos próximos encontros até o final do ano.
Já discutimos em conjunto o que é a leitura de imagens e como ela pode ser exercitada dentro da escola. Para isso, lembramos:
1) textos do Carlos e do Bakhtin: idéia-base de nossos encontros - imagens contidas no contexto da iconologia, contaminadas por seus processos de produção, as quais são lidas por nós de forma única (já que também estamos contaminados por nossas visões de homem, mundo e sociedade e, a partir disso, preenchemos os intervalos significativos das tais imagens com nossa imaginação).
2) DVD "Cinema na Sala de aula": discussão sobre como levar a leitura de imagens para a escola - como pressuposto pedagógico ou como sensibilização estética?
3) DVD "Clandestina Felicidade": exemplo de imagem que pode ser levada à escola tanto para sensibilizar como para exercitar um diálogo entre a leitura de imagens e a leitura/escrita textual.
4) exposições das pesquisas de Mari e Rogério: além das funções do riso, pensamos melhor sobre como é pesquisar a imagem e como, a partir disso, podemos levar nossos alunos a se tornarem também pesquisadores daquilo que "olham".
Como já discutimos o que é ler imagens e como essa leitura pode ser feita na escola, pensamos que agora seria o momento de entender melhor os processos de feitura das imagens. Decidimos então nos debruçar sobre as produções de imagens feitas por nós mesmos, para que nossos trabalhos sejam apresentados no grupo e possamos entender melhor os processos de produção do audiovisual.
Para isso, em primeiro lugar, tomem nota: alteração de calendário de encontros e apresentações previstas:
18 de Outubro: Bia, Elaine e Marcela - vão fazer uma exposição sobre o trabalho de produção de documentários
25 de Outubro: Heitor - vai relatar experiência de produção de vídeos em ambiente escolar, tanto filmagens quanto animações, buscando mostrar as etapas de um trabalho já realizado
Para os dias 8 e 29 de Novembro, cabe confirmar as seguintes atividades:
- Carlos Lopes - para falar da produção de seus curtas
- Zeca - para falar de documentário
- Julyana - para falar de vídeos promocionais
Para fechar, vale relembrar alguns trechos da fala do Carlos: "Para se trabalhar na perspectiva da imagem como conhecimento e, portanto, tirar saberes da imagem – considerando, inclusive, seu caráter provisório de sentidos e que se transformam historicamente – a escola deveria trabalhar com a idéia de que 'a escola cria conhecimento' mas, ao mesmo tempo, tem dificuldades de construir os saberes a partir da imagem. Em geral, a escola trabalha com a idéia de reprodução." Segundo a fala da Gabriela, nossa dificuldade está em conciliar as reflexões que fazemos no grupo acerca da leitura, da feitura e dos usos da imagem em espaços escolares com as práticas que o grupo desenvolve em seu cotidiano de trabalho.
Para sintetizar, Carlos disse: "O aluno tem o direito a ter o de melhor que a cultura produz: em cinema, fotografia, pintura, imagem e texto. Direito do aluno da educação infantil até o nível universitário. E o melhor que se produz não é sempre disponível: os curtas-metragens e filmes brasileiros que são premiados no mundo inteiro, por exemplo! O problema está na formação do professor, que precisa ter acesso à cultura da imagem e da escrita para poder oferecer isso aos seus alunos."
Imbuídos disso, esperamos que muitas outras prosas ainda aconteçam nesta última metade de nosso semestre!
Beijos a todos,
Gabi e Heitor
6 comentários:
Olá, pessoal! Ficou muito legal esta foto+postagem; eu poderia me arriscar fazendo uma piadinha entre ela e algum dos conceitos que venho aprendendo, mas ainda estou me contendo, um pouco insegura, quem sabe.
Mas ao ver a foto, lembrei-me do fato "não sei muito bem o que estou fazendo aqui", lembram? e confesso, que apesar de ainda não saber, sinto-me bem.
(Ah... gabi, vê se não vai analisar minha roupa, tá?)
ah... o documentário do qual participamos se chama "Saphadas".
(Não se preocupem, não tem nada de pornográfico.)
uai... Marcela...
já ouviu falar no "discurso apofático"??? muito usado pelos poetas, quando quer falar de alguma coisa e coloca em um verso na negativa, acompanhado de "não, nunca, jamais"...
o efeito é interessante:
Tem uma historinha infantil que conta assim:
"pra ser um grande escritor, é preciso nunca pensar no macaco amarelo. Quando vc conseguir não pensar no macaco amarelo, você vai ser um grande escritor"...
O efeito que dá é que a gente não consegue tirar o macaco amarelo da cabeça... kkkkkk
Beijo grande
poxa... nas últimas semanas, confesso, que tenho pensado demasiadamente no macaco amarelo!
rsrsrs, minha escrita não sai!
enfim... sábado todos nós curtiremos o nosso documentário! ontem, a elaine veio aqui em casa, e após uma grande luta, conseguimos uma cópia não oficial do documentário!
Foi a segunda vez que assisti o produto final, e é IMPRESSIONANTE como o meu olhar, enquanto participante do que a gabi chama de "feitura", é completamente diferente daquele que eu teria se não tivesse participado!
bem... enfim, sábado a gente conversa!
Olá pessoal
Vídeos do carobelopes.
Heitor , não consigo colar o object do youtube . Qual o segredo ? Escrever tudo aqui no Blog ?
Abraço
Carlos
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